Mantiqueira, palavras e sons

Escrito e ilustrado por Selma Bajgielman

 

“A Lenda da Mantiqueira”, registra uma lenda sobre a Serra da Mantiqueira que constitui importante marco na cultura e no imaginário de dezenas de comunidades, o projeto “A Lenda da Mantiqueira” já venceu sua etapa inicial − a da publicação de 3000 exemplares da obra, que foi lançada juntamente com a apresentação de uma peça teatral a respeito – e agora está na fase final, que prevê a distribuição gratuita do livro em bibliotecas públicas e escolas da região.

 

“O estímulo à leitura é um desafio constante perseguido. As pesquisas revelam que a leitura é mais aceita quando trata de temas de fácil identificação, portanto vamos propor um material ricamente ilustrado e que reconta uma história que reúne elementos fictícios e reais, mas que principalmente se refere à serra que se estende altiva e imponente diante de todos os que vivem em seus arredores: a Serra da Mantiqueira, a serra que chora. E por que ela chora? Este pode ser um convite à leitura e uma aproximação poética com o espaço que habitamos”, diz Selma, idealizadora do projeto, que foi aprovado pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura − Governo de Minas e é patrocinado pela empresa Doces Hué.

A concepção da peça “A Lenda da Mantiqueira” foi desenvolvida cenicamente levando-se em consideração que a obra original é literária e não dramatúrgica. “A proposta se baseou então numa montagem teatral em que a palavra – elemento fundamental da obra literária – foi evidenciada em cena aberta”, esclareceu Elissandro de Aquino, que assinou a direção.

 

Para tal efeito houve um encontro poético da obra em questão com outros elementos literários e orais, com fontes/trechos de Marina Colasanti, Gaston Bachelard, Heitor Villa-Lobos, Roberto Mendes, além de provérbios e cantigas folclóricas.

 

A direção apostou num espetáculo econômico, poético e mágico, e, dentre outras novidades, procurou sair do estereótipo do indígena caracterizado por penas, pinturas corporais, etc., e trabalhar cenicamente a cultura naquilo que é essencial e universal: respeito, história, amor e valor à vida.

 

O espetáculo contou com Carla Llaguno, Elissandro de Aquino e João Paulo Soran, que assinou a sonoplastia com percussão, violão e acordeon, entre outros instrumentos que transportaram os espectadores ao universo onírico de uma heroína indígena cujo nome se perdeu no tempo.

 

Com duração aproximada de 30 minutos, o espetáculo, de classificação livre, marcou em São Lourenço o início da distribuição dos 3000 livros impressos, tendo sido apresentado dia 24/04 no Colégio Sagrado Coração de Maria e dia 25/04 na Escola Coronel Manoel Dias.

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Além de SL, as seguintes cidades do sul de Minas também receberão “A Lenda da Mantiqueira”: Passa Quatro, Itanhandu, Itamonte, Capivari, Pouso Alto, Virgínia, São Sebastião do Rio Verde, Cruzília, Aiuruoca, Caxambu, Lambari, Cambuquira, Três Corações, Itajubá, Maria da Fé, Carmo de Minas, Soledade de Minas, Baependi, Carrancas, Cristina, Alagoa, Dom Viçoso, Minduri, Conceição do Rio Verde, São Gonçalo, São José do Alegre, São Tomé das Letras e Campanha.